01Preâmbulo
A educação como infraestrutura do futuro
A educação é uma das infraestruturas mais decisivas do futuro de Portugal. Aqui se incluem a capacidade de cada pessoa desenvolver plenamente o seu potencial, garantir o caminho entre o ensino e a empregabilidade, a vitalidade democrática do país, a sua coesão social, a sua capacidade de inovar e a sua preparação para responder a transformações profundas de natureza tecnológica, demográfica, económica, ambiental e cultural.
Num tempo marcado pela aceleração da mudança, pela emergência da inteligência artificial, por novas pressões sobre o papel do docente, pela necessidade de aprendizagem ao longo da vida, pelo envelhecimento demográfico, pela saúde mental, pela polarização social, pelas alterações climáticas e pelas desigualdades persistentes, torna-se insuficiente discutir a educação apenas a partir das urgências do presente.
Esta Carta é um convite a afirmar um horizonte comum para a educação em Portugal até 2050. Não pretende substituir o debate democrático, nem fechar opções de política pública, nem prescrever medidas de curto prazo. Procura, antes, identificar uma direção coletiva de longo prazo, suficientemente clara para orientar decisões e suficientemente aberta para acolher diferentes caminhos de concretização.
Assumimos que o futuro da educação não pode ser desenhado por um único ator, por uma única geração ou por uma única instituição. Exige inteligência coletiva, visão de longo prazo, coragem para imaginar, capacidade de compromisso e vontade de ação partilhada.
04Compromisso Final
Um horizonte comum.
Um compromisso coletivo.
Assumimos esta Carta como um horizonte comum para o futuro da educação em Portugal até 2050. Reconhecemos que a sua concretização exigirá escolhas, experimentação, investimento, continuidade, coragem institucional e compromisso coletivo.
Comprometemo-nos a contribuir, a partir dos nossos diferentes papéis e responsabilidades, para a construção de uma educação mais humana, mais inteligente, mais justa, mais aberta, mais exigente e mais preparada para o futuro.
Esta Carta não encerra a conversa: abre um processo de cocriação, adesão e mobilização nacional em torno de uma visão partilhada para a educação em Portugal.
A esta nova etapa chamamos · Acelerador de Futuros